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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

DECIDINDO O FUTURO DE NOSSO PAÍS

A eleição presidencial do dia 31 de outubro

Embora os meus artigos neste meu blog sejam sobre práticas de administração empresarial, hoje vou dizer o que eu penso sobre os candidatos a gestores de uma instituição muito maior e muito mais complexa de ser administrada: o nosso Brasil, grande país, de dimensões continentais e enorme potencial.
Já estamos na fase final da corrida presidencial, o famoso 2º turno, e eu espero sinceramente que quem se eleger presidente faça o melhor pelo nosso país. O meu voto eu já decidi, mas não vou expô-lo, para poder garantir minha integridade perante os meus seguidores deste blog. E, se a quem eu depositar meu voto (melhor, teclar o meu voto), não for o eleito ou a eleita, desejo mesmo assim, de coração, que quem ganhar a eleição faça o melhor pelo Brasil, a nação que eu amo, onde eu não pedi para nascer, mas onde eu tive o privilégio de nascer.
Só é bom ressaltar que quem ganhar o pleito tem um enorme trabalho pela frente. Apesar de ter apresentado bons avanços nos últimos tempos, muita coisa precisa ser feita com urgência para não se perder justamente os ganhos que houveram para nosso país e nossa sociedade. Embora a economia brasileira esteja estável, não podemos dizer que nosso país atingiu um bom patamar.
Ainda há miséria em muitos recantos do país e nas periferias das cidades, sendo que apenas programas sociais de distribuição de renda não resolvem o problema. Diminui um pouco, mas não resolve. E a miséria aliada ao desemprego, nem se diga, é um problema e tanto a ser combatido.
Ainda temos cerca de 16 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais e 30 milhões de analfabetos funcionais, segundos dados do próprio Ministério da Educação, disponíveis no endereço http://www.inep.gov.br/imprensa/noticias/outras/news03_19.htm para quem quiser ver.
O sistema de saúde ainda precisa melhorar muito, sendo que, aliás, nunca foi realmente bom, basta assistir os telejornais ou ver notícias a respeito disso na internet, em revistas ou outros meios. Pobre coitado aquele que depende exclusivamente do SUS...
Existe o eterno problema da segurança pública (ou melhor dizendo, da falta dela), que se profilera tanto que parece que todo investimento que se faz ainda é insuficiente. Não dá para continuar convivendo com facções criminosas que atuam dentro e fora de presídios.
Há ainda o risco de apagão, que é real, embora alguns neguem. Para não ficarmos no escuro e indústrias, escolas e demais repartições não pararem é necessário que haja investimento em energia.
Há o problema logístico dos transportes neste país onde, governo após governo, investiu-se erradamente apenas na matriz rodoviária, e depois deixou-se degradar enormemente o próprio investimento.
Os problemas citados acima são apenas alguns dentre os muitos que existem e precisam ser enfrentados pelo governante maior deste país.
Eu vejo bem que a situação não está perfeita tanto no país onde “um” governa quanto no estado da federação onde “outro” governa. Digo isso como brasileiro e como paulista.
Analisando friamente os candidatos, cada qual tem realmente alguns méritos, que não me cabe citar agora eles, pois cada um de nós deve decidir com isonomia, e eu não quero parecer pretensioso de indicar o melhor candidato. No geral, nos mesmo assuntos, ambos prometem as mesmas coisas (e ambos fazem acusações mútuas, como bem se vê nos debates e no horário político gratuito). O que devemos atentar é para quem achamos que possui mais dinamismo para liderar esta nação.
Quanto à decisão individual de cada um de nós sobre quem merece o nosso voto, digo que a gente nunca deve demonizar ninguém, nem agir simplesmente por ideologia, pois ambas as coisas “cegam” o nosso pensar, deturpam a maneira como olhamos as coisas aos redor. Psicologicamente falando, para se analisar algo de maneira neutra, pragmática (que é a maneira correta de se analisar algo), nunca devemos criar “defesas perceptivas” em nossa mente. E, o que são defesas perceptivas? São “filtros” que bloqueiam tudo aquilo que não queremos ver, ouvir e sentir, onde deixamos passar apenas aquilo que nos interessa. Quem age usando defesas perceptivas corre sempre o risco de fazer uma escola errada, pois nunca faz uma escolha pragmática.
Analise bem os candidatos e analise de maneira igual, de maneira justa, nunca já tendendo de antemão para certa pessoa. Nunca deixe que os outros te convençam, mas convença-te a ti mesmo sobre sua própria escolha. Nunca guie-se por ideologismos, mas pela consciência.
É claro que corre-se o risco de fazer uma escolha que não seja acertada, pois nenhum dos candidatos já teve a experiência de governor o Brasil. Mas mesmo assim deve-se tentar escolher o melhor e evitar as “tiriricadas” do 1º turno.
Dia 31 deste mês será o dia fatal para decidirmos o futuro de nosso país pelos próximos 4 anos (ou mais, pois os estragos de um mau governo podem repercutir ainda por muito tempo). Então, meu amigo ou amiga, escolha bem em quem você dará o seu voto de confiança para gerenciar o nosso país, pois não queremos que tudo esteja pior daqui a 4 anos, pois só daqui a 4 anos teremos uma nova oportunidade de mudar as coisas.
BOM VOTO PARA TODOS!!!

“Vox populi, vox Dei.” (Voz do povo, voz de Deus.)
Antigo provébio latino

terça-feira, 31 de agosto de 2010

CLUSTERS


Se existe algo excelente economicamente e socialmente, e que traz diversos e inúmeros benefícios para qualquer localidade, é a formação de um ou mais clusters em seu território.

Michael Porter, grande especialista em administração mercadológica, define cluster como uma concentração de empresas de um setor de atividade determinado e outras organizações relacionadas, sejam elas de fornecedores de insumos a instituições educacionais e clientes de tais organizações. E a tendência para essas formações começou na Itália, onde entre os clusters existentes estão os de empresas do ramo de joias e afins em Vicenza, das relacionadas com moda e design em Milão e de mármore e granito da região de Carrara.

Um cluster não é pura e simplesmente um polo industrial concentrado de empresas do mesmo ramo de atividade. Um cluster á algo mais sofisticado: além da concentração geográfica, há muitos enlaces entre as firmas que operam naquele local. Citando tais enlaces, pode-se exemplificar o seguinte: o município de Taguaí, no interior paulista, de mais ou menos 8.000 habitantes, já faz mais de uma década iniciou um processo para se transformar em polo industrial com incentivos da prefeitura para vinda de indústrias, principalmente confecções, já contando hoje com umas duas centenas delas, entre pequenas, médias e algumas grandes. Hoje a cidade é até conhecida como a “Capital das Confecções Jeans”, sendo praticamente inexistente o desemprego por lá. Como ainda não ocorreram grandes enlaces entre as empresas e a vinda de organizações correlatas citadas anteriormente, pode-se dizer que lá existe um cluster em formação, que talvez um dia vá se tornar um verdadeiro cluster, já amadurecido, como ocorre por exemplo em Franca-SP, o maior polo calçadista latino-americano, onde há mais de 1.000 fábricas muito bem instaladas e estruturadas, sendo também um centro de referência para ensino e pesquisa no setor coureiro-calçadista, desenvolvendo projetos de inovação e dando formação profissional.

Dá para se dizer mesmo que um cluster se reproduz dentro de si por si próprio, uma autogênese, eu diria. Quanto mais empresas estão lá, mais empresas são atraídas para lá. Sendo assim, é economicamente vantajoso a prefeitura de um lugar dar incentivos para se formar um cluster em sua localidade. E tal início pode ser dado para que empresas de determinado setor recebam incentivos fiscais, como isenção de ISS e IPTU ou pagamento destes com descontos, e também outros incentivos, como concessão de área para instalação. De tal maneira, com o tempo alcança-se o objetivo de promover e fomentar o desenvolvimento da localidade, permitindo que tais contribuintes (Pessoas Jurídicas) utilizem a parte do capital que seria para pagamentos de impostos e taxas nos investimentos produtivos aplicados na própria empresa.

Sobre o que foi citado acima, talvez muitas pessoas pensem que o município possa sair perdendo fortemente, pois abriria mão de uma boa fonte de renda. Mas, digo que as vantagens para a comunidade do lugar com a criação de empregos diretos e indiretos, bem como uma maior circulação de dinheiro e outros bens dentro daquela área, seria tudo isso muito mais vantajoso para as pessoas e supriria de longe a perda de tal renda da Prefeitura.

Um cluster também poderia ajudar na comercialização de produtos primários que muitas vezes já são de grande produção dentro da localidade. Por exemplo, um cluster de indústrias calçadistas ou de outros produtos de couro não seria uma má ideia numa região onde já há muitas propriedades de criação de bovinos.

Até aqui falou-se na ajuda que governos municipais poderiam dar na formação de um cluster, mas os governos estaduais e federal não poderiam também ajudar? A resposta é sim, mas talvez aí esteja um empecilho ainda maior. São justamente esses que, às vezes, devido à enorme burocracia que exigem para se abrir uma firma ou à dificuldade de se conceder créditos e financiamentos para as empresas investirem na produção que acabam, infelizmente, pondo fim ao sonho de muitos empreendedores.

Esses dias mesmo, eu li em um renomado site de negócios de Portugal (http://www.oje.pt, do português Jornal Econômico) que há lá um sistema de incentivos para estas formações, que abrange todas as regiões do país e da regiões autônomas da Madeira e dos Açores, sendo que é concedido um valor para investimento a partir de 5 mil euros e que contempla empresas de qualquer porte, e com muito pouca burocracia. Pena que no Brasil não é assim, pois até a conhecida Lei Geral da Micro Empresa e Empresa de Pequeno Porte tem dificuldades de ser implantada em todo país.

Quem sabe um dia nossos governantes vejam que a oportunidade perdida agora pode resultar em grandes perdas produtivas e econômicas para o país num futuro que, às vezes, não é tão distante.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O ADMINISTRADOR COMPETENTE

Que Administração consiste em planejar, organizar, dirigir e controlar o funcionamento de empresas de qualquer ramo ou atividade, tendo como objetivo maior produtividade, lucratividade e crescimento, todos nós, bacharéis ou estudantes de Administração de Empresas sabemos.

Após aprender os conceitos teóricos vem a função prática do administrador, definindo os programas e métodos de trabalho que deverá implantar, o controle e correção dos pontos críticos e/ou com problemas, a avaliação de resultados etc. E o bom profissional vai traçar as estratégias necessárias para melhor se alcançar os objetivos organizacionais com eficiência e eficácia.

O profissional em Administração deve ser um grande batalhador, ainda mais em um ambiente de mudanças rápidas como o atual, e essa imagem do administrador de empresas como um lutador nem todos conhecem, pois muitos o imaginam apenas como alguém que fica sentado atrás de uma mesa, analisando gráficos em um computador e cobrando resultados dos outros. E essa imagem simplificada do administrador profissional é algo apenas surreal. A realidade é outra.

Tal profissional deve ser atento o tempo todo, pois como disse, as mudanças são muito rápidas, o que exige uma postura flexível do administrador para este estar sempre a par das inovações. Porém, o mesmo deve ter a mente sempre focada num objetivo, pois a própria organização vai exigir isso dele. Como objetivos exigidos, pode-se citar a alta produtividade e bons lucros. Essa ambiguidade (estar atento às mudança e, ao memo tempo, manter o foco), faz com que o administrador de uma empresa tenha o dever de olhar sempre para dois lados ao mesmo tempo:

• uma visão para o ambiente externo da organização: pois assim sempre poderá estar atento às inovações.
• outra visão para o ambiente interno da organização: para poder sempre mantê-la no foco, na direção dos objetivos.
Para um boa gestão empresarial, é importantíssimo que se fique atento a tudo isso, olhando tanto para fora, quanto para dentro da organização.

É inconcebível que um profissional que se ache preparado para administrar uma empresa não tenha olhos para o que está ocorrendo ao seu redor, no mundo em que ele vive. Os produtos mudam, os mercados mudam, a economia muda, a política muda, o modo de pensar, os costumes e preferências das pessoas mudam, a legislação muda, a tecnologia muda. E tudo isso é importante de ser levado em conta na hora de se administrar um negócio. Se você não está de olho em tudo isso, pode ter certeza que seu concorrente está! E quando menos se espera, o concorrente passa aquela rasteira fatal. Motivo este, de que é importantíssimo estar-se a par das inovações e novas práticas que surgem a todo instante na sociedade globalizada.

Olhando para dentro da organização, o administrador poderá estudar um melhor aproveitamento da mão de obra e dos demais recursos da empresa. Poderá ver onde melhor investir os recursos financeiros, onde alocar possilvelmente melhor as máquinas e equipamentos e definir um melhor uso para as instalações existentes, evitando desperdícios e prejuízos, e garantindo maior produtividade e lucratividade para a empresa. Além de tudo isso, compete ao administrador servir-se de líder, incentivando o desenvolvimento das relações interdepartamentais e motivação dos colaboradores, para buscar-se incessantemente o atingimento dos objetivos da organização.

Um administrador competente deve desenvolver ambas as visões, pois se não tiver olhos tanto para dentro quanto para fora de sua empresa, dificilmente se sairá bem das situções mais complexas e contingenciais que a administração moderna demanda. É o risco que se corre ao ser administrador. O jeito como lida com suas habilidades pode ser a porta para o sucesso ou a chave para o fracasso da sua empresa e, consequentemente, de sua própria carreira como administrador!