A eleição presidencial do dia 31 de outubroEmbora os meus artigos neste meu blog sejam sobre práticas de administração empresarial, hoje vou dizer o que eu penso sobre os candidatos a gestores de uma instituição muito maior e muito mais complexa de ser administrada: o nosso Brasil, grande país, de dimensões continentais e enorme potencial.
Já estamos na fase final da corrida presidencial, o famoso 2º turno, e eu espero sinceramente que quem se eleger presidente faça o melhor pelo nosso país. O meu voto eu já decidi, mas não vou expô-lo, para poder garantir minha integridade perante os meus seguidores deste blog. E, se a quem eu depositar meu voto (melhor, teclar o meu voto), não for o eleito ou a eleita, desejo mesmo assim, de coração, que quem ganhar a eleição faça o melhor pelo Brasil, a nação que eu amo, onde eu não pedi para nascer, mas onde eu tive o privilégio de nascer.
Só é bom ressaltar que quem ganhar o pleito tem um enorme trabalho pela frente. Apesar de ter apresentado bons avanços nos últimos tempos, muita coisa precisa ser feita com urgência para não se perder justamente os ganhos que houveram para nosso país e nossa sociedade. Embora a economia brasileira esteja estável, não podemos dizer que nosso país atingiu um bom patamar.
Ainda há miséria em muitos recantos do país e nas periferias das cidades, sendo que apenas programas sociais de distribuição de renda não resolvem o problema. Diminui um pouco, mas não resolve. E a miséria aliada ao desemprego, nem se diga, é um problema e tanto a ser combatido.
Ainda temos cerca de 16 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais e 30 milhões de analfabetos funcionais, segundos dados do próprio Ministério da Educação, disponíveis no endereço http://www.inep.gov.br/imprensa/noticias/outras/news03_19.htm para quem quiser ver.
O sistema de saúde ainda precisa melhorar muito, sendo que, aliás, nunca foi realmente bom, basta assistir os telejornais ou ver notícias a respeito disso na internet, em revistas ou outros meios. Pobre coitado aquele que depende exclusivamente do SUS...
Existe o eterno problema da segurança pública (ou melhor dizendo, da falta dela), que se profilera tanto que parece que todo investimento que se faz ainda é insuficiente. Não dá para continuar convivendo com facções criminosas que atuam dentro e fora de presídios.
Há ainda o risco de apagão, que é real, embora alguns neguem. Para não ficarmos no escuro e indústrias, escolas e demais repartições não pararem é necessário que haja investimento em energia.
Há o problema logístico dos transportes neste país onde, governo após governo, investiu-se erradamente apenas na matriz rodoviária, e depois deixou-se degradar enormemente o próprio investimento.
Os problemas citados acima são apenas alguns dentre os muitos que existem e precisam ser enfrentados pelo governante maior deste país.
Eu vejo bem que a situação não está perfeita tanto no país onde “um” governa quanto no estado da federação onde “outro” governa. Digo isso como brasileiro e como paulista.
Analisando friamente os candidatos, cada qual tem realmente alguns méritos, que não me cabe citar agora eles, pois cada um de nós deve decidir com isonomia, e eu não quero parecer pretensioso de indicar o melhor candidato. No geral, nos mesmo assuntos, ambos prometem as mesmas coisas (e ambos fazem acusações mútuas, como bem se vê nos debates e no horário político gratuito). O que devemos atentar é para quem achamos que possui mais dinamismo para liderar esta nação.
Quanto à decisão individual de cada um de nós sobre quem merece o nosso voto, digo que a gente nunca deve demonizar ninguém, nem agir simplesmente por ideologia, pois ambas as coisas “cegam” o nosso pensar, deturpam a maneira como olhamos as coisas aos redor. Psicologicamente falando, para se analisar algo de maneira neutra, pragmática (que é a maneira correta de se analisar algo), nunca devemos criar “defesas perceptivas” em nossa mente. E, o que são defesas perceptivas? São “filtros” que bloqueiam tudo aquilo que não queremos ver, ouvir e sentir, onde deixamos passar apenas aquilo que nos interessa. Quem age usando defesas perceptivas corre sempre o risco de fazer uma escola errada, pois nunca faz uma escolha pragmática.
Analise bem os candidatos e analise de maneira igual, de maneira justa, nunca já tendendo de antemão para certa pessoa. Nunca deixe que os outros te convençam, mas convença-te a ti mesmo sobre sua própria escolha. Nunca guie-se por ideologismos, mas pela consciência.
É claro que corre-se o risco de fazer uma escolha que não seja acertada, pois nenhum dos candidatos já teve a experiência de governor o Brasil. Mas mesmo assim deve-se tentar escolher o melhor e evitar as “tiriricadas” do 1º turno.
Dia 31 deste mês será o dia fatal para decidirmos o futuro de nosso país pelos próximos 4 anos (ou mais, pois os estragos de um mau governo podem repercutir ainda por muito tempo). Então, meu amigo ou amiga, escolha bem em quem você dará o seu voto de confiança para gerenciar o nosso país, pois não queremos que tudo esteja pior daqui a 4 anos, pois só daqui a 4 anos teremos uma nova oportunidade de mudar as coisas.
BOM VOTO PARA TODOS!!!
“Vox populi, vox Dei.” (Voz do povo, voz de Deus.)
Antigo provébio latino


